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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PLANO DE AULA

TEMA

  • A importância da Propaganda

OBJETIVOS

  • Reconhecer a influência da propaganda.
  • Discutir os aspectos positivos e negativos da propaganda.

CONTEÚDO

  • Propaganda

METODOLOGIA

·         Exposição das propagandas solicitadas na aula anterior.
·         Conceituação do termo propaganda.
·         Discussão sobre os aspectos positivos e negativos da propaganda.
·         Trabalho em grupo: Confecção de painéis.
·         Socialização dos trabalhos elaborados pela turma.

RECURSOS

  • Papel madeira, cola, tesoura, régua, revistas e jornais.

AVALIAÇÃO
  • A avaliação será processual e contínua observando aspectos como, envolvimento de cada um nas atividades, interação com outro e troca de informações, iniciativa e criatividade, além da colaboração para realização dos trabalhos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Tejo - Fernando Pessoa

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
   Alberto Caeiro

Identidade

Às vezes nem eu mesmo

 sei quem sou.
Às vezes sou
“o meu queridinho”.
Às vezes sou
moleque malcriado.
Para mim
tem vezes que eu sou rei,
herói voador,
caubói lutador,
jogador campeão.
Às vezes sou pulga,
sou mosca também, que voa e se esconde
de medo e vergonha.
Às vezes
eu sou Hércules,
Sansão vencedor,
peito de aço,
goleador.
Mas que importa
O que pensam de mim?
Eu sou eu,
sou assim,
sou menino.

(Pedro Bandeira. Transcrito de Cavalgando o arco-íris. São Paulo, Moderna

Nome da gente - Pedro Bandeira


Por que é que eu me chamo isso e não me chamo aquilo?????

Por que é que o jacaré não se chama crocodilo?????

Eu não gosto do meu nome

Não fui eu quem escolheu

Eu não sei por que se metem

Com um nome que é só meu

O nenê que vai nascer

Vai chamar como o padrinho

Vai chamar como o vovô

Mas ninguem vai perguntar

O que pensa o coitadinho??????

Foi meu pai quem dicidiu

Que meu nome fosse aquele

Isto só seria justo

se eu escolhece o nome dele!!!

Quando eu tiver um filho

Não vou por nome nenhum

Quando ele for bem grande

Ele que procure um!!!!

Volta às aulas - Poema




Promessa
(Pedro Bandeira)

Primeiro dia de aula,
como é bom recomeçar!

Mala nova, tudo novo,
Caderno, lápis no estojo,
tudo encapado,
tudo ajeitado,
tudo arrumado,
tudo prontinho.

Não conheço a professora,
também ela vai ser nova.
Sei que dela eu vou gostar,
e ela vai gostar de mim.

Prometo estudar bastante,
vou ser o primeiro da classe.
Não vou ficar de castigo,
nem vou brigar no recreio.

Tudo novo, vida nova.
Novos colegas também.
Mas eu prometo:
este ano,
eu não vou emprestar minha borracha.

(in Cavalgando o arco-íris, Ed. Moderna)

Irmão menor



é pior
que catapora.
Irmãozinho
é pior do que carniça,
é pior do que injeção.
Mexe no que é meu,
rabisca meu caderno,
perde meu carrinho,
e eu fico de castigo
se lhe dou um safanão.
É praga,é prega,
É sarampo, é varicela!
E não venha
achar estranho,
só porque dei uma surra
no danado do moleque
que xingou o meu irmão.
Eu posso xingar.
Os outros não!
fonte:Pedro Bandeira.

O MUNDO - PEDRO BANDEIRA



Sei que o mundo é mais que a casa,
mais que a rua,  mais que a escola,
mais que mãe e mais que pai.

Vai além do horizonte,
que eu desenho no caderno,
como linha reta e preta,
que separa azul de verde.

Sei que é muito, sei que é grande,
sei que é cheio, sei que é vasto.

Me disseram que é uma bola,
que flutua pelo espaço,
atirada pelo chute
de um gigante poderoso;
vai direto para um gol,
que ninguém sabe onde é.

Mas pra mim o que mais conta
é este mundo que eu conheço
e que cabe direitinho
bem debaixo do meu pé.

do livro Cavalgando o arco-íris. São Paulo, Moderna, 1984.